Mediação por FaceTime solucionou processo que tramitava há 22 anos

Por que a tecnologia não pode ser uma aliada da Justiça? Esta notícia, veiculada pelo portal Âmbito Jurídico no dia 22 de novembro, mostra bem como é possível: o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), autorizou a mediação de um processo, que tramitava há 22 anos, com a ajuda do aplicativo de videoconferência FaceTime. Foi a primeira vez no estado que aconteceu uma mediação com o uso de um aplicativo digital.

Ao todo, foram realizadas 15 sessões – iniciadas em abril e finalizadas em setembro – para tratar de um processo de inventário. Boa parte dos herdeiros mora fora do Brasil. A mediadora titular do caso, Cláudia Amaral Lima, pediu autorização ao Centro Judiciário de Resolução de Conflitos (CEJUSC) e ao Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC) que aprovaram a solicitação. Tomando os cuidados necessários, em cinco meses um problema que se arrastava por 22 anos foi solucionado.

O mundo mudou, e a tecnologia, entre outras funções, é uma poderosa aliada para sermos mais produtivos. A Justiça não pode dar as costas a esta realidade e deve utilizá-la a seu favor nos casos em que em que o uso de ferramentas e aplicativos digitais auxiliam a busca de soluções, trazendo mais celeridade aos processos.

Inaceitável é não fazer justiça, não resolver conflitos que, muitas vezes, tiram das pessoas sua saúde, bem-estar e alegria de viver.