Comunicação não-violenta: que tal aprendermos a ouvir o outro?

Estou positivamente impressionada com os conceitos apresentados no livro “Comunicação não-violenta”, de Marshall B. Rosenberg. Trata-se de um livro indicado para quem quer aprender técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e eu, como Mediadora, não poderia deixar de conhecê-lo.

 Segundo o autor, há algumas falhas em nossa comunicação que não percebemos que ocorrem, mas que nos causam grandes problemas nos relacionamentos. Uma delas é o fato do “como falar”. Segundo ele, cada vez que fazemos uma observação, emitimos imediatamente junto a ela uma avaliação – e isso se traduz, no outro, como uma crítica. Também é dito pelo autor que, ao nos comunicar, não expressamos nossos sentimentos de forma clara – no máximo, exprimimos estados de espírito momentâneos. É diferente, por exemplo, quando você diz: “Puxa, você não foi ao meu jantar ontem? Estou chateada.” ou “Por que você não foi ao meu jantar ontem? Estou com saudades, você me faz falta e sua ausência me entristeceu.”. Quando você mostra seus sentimentos verdadeiros – e não apenas o estado de espírito momentâneo, o que era apenas uma cobrança torna-se um relacionamento que o aproxima de seu interlocutor.

 

Outra falha consiste no ouvinte. Quantas vezes, não damos a atenção devida ao que o outro diz? Interrompemos sua fala, mudamos de assunto e, principalmente, não o recebemos com empatia. Segundo o dicionário Aurélio, empatia é a “forma de identificação intelectual ou afetiva de um sujeito com uma pessoa, uma ideia ou uma coisa”. Então, é preciso criar empatia com seu interlocutor, de maneira a ouvi-lo para melhor entendê-lo.

 

Acredito que as relações entre franqueadores e franqueados poderiam ser melhores se houvesse mais empatia entre as partes. Na Mediação, só conseguimos resolver um conflito quando saímos de nossa posição e vemos a necessidade e o interesse do outro também, então, tudo isso é parte de uma comunicação mais eficiente. Não basta conversar, é preciso praticar a sinceridade, receber o que o outro transmite com atenção e seguir as quatro partes do processo de Rosenberg na Comunicação não-violenta: a Observação (quando eu realmente entendo o que o outro me fala), o Sentimento (o meu e o do outro), a Necessidade (somente consigo mostrar quais são minhas necessidades a partir da exposição real dos meus sentimentos) e o Pedido (onde quero chegar neste relacionamento?). Vale a leitura.

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