Geração X: por que ninguém fala desse consumidor?

Muito se fala sobre as gerações Y e Z: do que gostam, como se comportam no mercado de trabalho, quais são suas ambições... Discussões totalmente válidas e importantes, afinal, esses jovens simbolizam o futuro – e não há nada mais fascinante do que se imaginar como será o futuro.

Porém, em termos práticos, o mercado de trabalho é movido pela Geração X. É isso mesmo: quem produz mais e, consequentemente, determina as regras de consumo, são as pessoas nascidas nos anos 60 e 70. Uma tendência positiva para 2017 seria, portanto, descobrir quais são as necessidades e os anseios desses consumidores. É importante lembrar, também, que quem encaminha e influencia os jovens, as gerações millenials e Z, são justamente seus pais, ou seja, a Geração X.

Uma rede de franquias, no começo dos anos 2000, percebeu nitidamente o que estou dizendo – ainda que, naquele tempo, não classificavam as faixas etárias em gerações. Especializada em maquiagens, a marca viu-se num momento em que não conseguia fazer crescer o ticket médio de suas lojas justamente porque sua imagem era muito ligada às adolescentes, então, ela não atraía as mulheres acima dos 30 anos – as verdadeiras consumidoras de maquiagem de valor mais alto. Assim, estrategicamente, as lojas foram mudando de cara, os produtos ganharam embalagens menos coloridas e mais sofisticadas e o conceito da marca mudou completamente, de modo a atingir um novo público. Deu certo.

Não estou dizendo, aqui, que é hora de todas as marcas abandonarem as gerações Y e Z e correrem desenfreadamente atrás da X. Mas, quem olhar com atenção para este consumidor poderá se surpreender com a carência que ele tem em consumir marcas que pensem nele, como ele e para ele.