A pressa é inimiga da perfeição até no processo de seleção do franqueado

Está cada vez mais complicado selecionar bons franqueados, que tenham o perfil adequado ao tipo de negócio oferecido pela marca, aos seus conceitos e objetivos. Quando se encontra alguém, na crise atual, disposto a investir em uma unidade franqueada, é comum que o franqueador se empolgue em logo conceder a franquia, afinal, a concorrência é acirrada e há poucas oportunidades de se fazer um bom negócio. Do outro lado, o candidato à franquia, muitas vezes desempregado e ansioso por ter um negócio próprio, aceita as condições apresentadas, ainda que elas não lhe agradem muito. O que vejo, diante de um quadro como este, é uma trajédia anunciada. Com a seleção rápida demais, falha e pouco avaliadora, escolhe-se o candidato sem perfil, que logo apresentará problemas. Não é só o franqueador que perde num processo de seleção ruim: a rede toda perde e, principalmente, perde o franqueado, que se vê frustrado por ter investido em um negócio que não o realizou profissionalmente e pessoalmente. Meu conselho é claro: as franqueadoras devem se empenhar em realizar uma seleção de franqueados completa, avaliando cada aspecto comportamental, financeiro e jurídico do candidato. É necessário saber quais são seus anseios em relação ao negócio e o que ele está disposto a fazer para alcançar seus objetivos. E, se sua visão for antagônica à da franqueadora, melhor partir para outra.