Franqueado perfeito não existe. Que tal ser realista e entender o fator humano com profundidade?

Uma relação de franquia é, em primeiro lugar, uma relação humana. De um lado, existe a franqueadora, pessoa jurídica formada por pessoas físicas variadas, cada uma exercendo uma função e administrando a rede franqueada com suas competências e deficiências. Do outro, existem as unidades franqueadas – também pessoas jurídicas no contrato, mas físicas no dia a dia, no negócio e no comportamento.

 

Como a gestão da rede franqueada envolve primordialmente relacionamento, todo franqueador deveria desenvolver em si e em sua equipe a competência de entender o ser humano e de saber como é difícil se tornar franqueado. O franqueado não é sócio e nem funcionário da franqueadora. Ao mesmo tempo em que ele é o gestor do seu negócio, precisa seguir regras, padrões e manuais – e nem sempre pode concordar com o que ali se apresenta. Essa dificuldade precisa ser entendida pelo franqueador. Se não existem casais ideais, filhos ideais e nem mães ideais, por que exigir que o franqueado seja ideal, perfeito?

 

Desde que o franqueado trabalhe eticamente, dentro dos padrões e com esforço para que o negócio dê certo, o franqueador deve entender que ele também pode ter comportamentos pouco esperados de vez em quando e tentar aproveitar seu melhor potencial.