Mantova: onde a vida não tem pressa

Tudo que é bom, dura pouco. Assim, finalizo as minhas deliciosas férias na Itália. Mais especificamente em Mantova, escolhida como a capital da cultura Italiana em 2016. Uma cidade lindíssima, circundada por três lagos que proporcionam uma paisagem deslumbrante, fascinante. Aqui, tem-se o privilégio de acordar com o canto dos pássaros, com aquele cheiro de mata seca, o céu brilhante, embora sob uma temperatura de 0 a 4 graus, mas com a beleza de um típico inverno, que lhe faz se sentir leve, sereno e pleno.

Idosos elegantes tomam café em bares, rindo e conversando, deliciando-se com brioches e biscoitinhos; eles tornam a paisagem ainda mais penetrante. Tudo aqui é feito com presteza, mas, sem pressa. Os detalhes são fundamentais, desde a decoração de uma mesa até o estilo de se vestir. As pessoas estão disponíveis para papear a qualquer momento. Uma forma de viver própria e muito arraigada aos costumes e hábitos que vêm de mil anos atrás. Nada aqui é caótico. Tudo funciona no momento certo, com a medida justa. É muito bacana poder conhecer e curtir uma cidade assim, que me remete a sensações tão puras e, ao mesmo tempo, tão esquecidas dentro de mim. Aqui, realmente você saboreia os prazeres mais simples da vida: assistir um por do sol no lago ou fazer um giro de bicicleta; comer uma massa e se deliciar com um zabaione. Que os ares de Mantova me acompanhem em 2017, trazendo toda a serenidade, sabedoria e lucidez necessárias para que eu realize o meu trabalho com muito amor e dedicação.