O Whatsapp e a comunicação com os franqueados

Os aplicativos de comunicação instantânea são fantásticos para troca de informações imediatas. Com eles, é mais fácil encontrar as pessoas e elas podem responder na hora que têm mais disponibilidade. A proximidade com quem está distante, a criação de grupos, tudo parece contribuir para aproximar as pessoas. Nas redes franqueadoras, se não forem bem utilizados, podem prejudicar a comunicação, favorecendo o surgimento de conflitos e confrontos.

Isso acontece porque, em primeiro lugar, as conversas pelo Whatsapp são constantemente interrompidas por “memes”, piadas e outras interferências que prejudicam o entendimento real do contexto. Depois, as pessoas realmente têm dificuldade de se expressar por escrito e, também, de interpretar o que quer dizer o texto do outro. Quando tudo isso é alimentado por temas polêmicos ou contraditórios, torna-se uma grande confusão.

Se foi criado por um grupo de franqueados, seria importante que eles fizessem desse canal de comunicação ágil e prático uma possibilidade real de troca de informações pertinentes ao negócio, até mesmo para discutir as suas dificuldades e compartilhar as boas práticas da rede – e não para disseminar de uma forma negativa a marca e a franqueadora, alimentando discórdia e desunião.  Temas mais quentes devem sempre ser tratados pessoalmente e com as pessoas certas. Não é tudo que pode ser substituído por uma conversa digital.

A franqueadora não deve proibir ou inibir o uso dos aplicativos nas redes de franquia. Deve trabalhar para torná-los eficazes, beneficiando-se da agilidade sem dispensar outros meios também eficientes.  Mais ainda: precisa estar atenta para que este canal de comunicação não contamine a rede, mas sim, a mantenha unida e comprometida, usando a comunicação como caminho.