30 anos de ABF e a evolução do Franchising brasileiro

 O livro comemorativo de 30 anos da ABF: muitas e boas histórias de quem faz o Franchising no Brasil

O livro comemorativo de 30 anos da ABF: muitas e boas histórias de quem faz o Franchising no Brasil

Não sou uma pessoa saudosista. Ao contrário: vejo o mundo evoluindo a cada dia e gosto do que vejo. Dificilmente, alguém me ouvirá dizendo frases como “no meu tempo de menina é que as coisas eram boas” ou “naquela época é que se vivia bem”. Procuro viver cada dia, ano, década, com seus benefícios e também com as deficiências que o momento traz.

Seguindo este raciocínio, faço um balanço do Franchising brasileiro justamente quando a Associação Brasileira de Franchising – ABF completa 30 anos de existência. Atuo no setor de franquias desde a fundação da ABF, quando ainda não existia a Lei de Franquias, os contratos e os demais documentos que regulam a relação entre franqueador e sua rede e tudo era meio informal, sem regras. Posso dizer que havia coisas melhores e muito piores naquela época.

De melhor, tínhamos a empolgação por estar nascendo uma nova forma de se expandir marcas e conceitos no Brasil, um modelo diferente de se fazer negócios. E, de pior, justamente a falta de experiência na gestão das redes, já que não havia regras claras e a concorrência era pouca – e isso fez com que muita gente vendesse franquias sem a menor estrutura. Há casos famosos de quebradeira por conta da má administração, da falta de formatação e da ingenuidade de quem investia sem qualquer conhecimento.

Para mim, um dos maiores ganhos, nestes 30 anos, foi a profissionalização do sistema, tanto do franqueador quanto do franqueado, que dificilmente não se prepara para investir. E, certamente, todo o sistema deve isso aos profissionais que dedicam tempo voluntário aos projetos de associativismo da ABF.

Continuarei a viver o presente e a pensar no futuro. E espero poder ver, muito em breve, as relações de franquia mais transparentes, os conflitos se resolvendo de uma forma pacífica e afável,  que promova a maturação das redes e que sobrevivam realmente as marcas que mereçam trabalhar em parceria, afinal, continuo dizendo que quem concede  uma franquia precisa ter a consciência de que está lidando com o sonho e o capital de uma vida, de uma família e de um ser humano, acima de um investidor.