Franquia X Negócio independente: qual é a melhor opção?

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Antes que você imagine que defenderei o sistema de franchising ferrenhamente, por ser uma advogada especializada neste setor, devo dizer que este não é um post que fala que as franquias são imunes à crise, infalíveis e o negócio que salvará sua vida. Também não usarei números ou pesquisas para defender a baixa mortalidade das unidades franqueadas, nem buscarei dados comparativos que o façam.

O que penso é que cada pessoa/profissional tem uma aptidão diferente e um perfil indicado para um tipo de negócio. E o que é bom para um pode ser o inferno do outro. Por isso, se o perfil de quem quer ter um negócio próprio é do operador que segue padrões, é capaz de entender-se parte de um grupo que tem um objetivo único, pensa na coletividade, tem flexibilidade e aceita regras, ele tem grandes chances de ser um bom franqueado. Porém, se a ideia é se arriscar, fazer as coisas do seu jeito, desenvolver metodologias e parceiros próprios, testar produtos, serviços e fornecedores e colocar toda a criatividade a serviço do desenvolvimento da empresa, pode ser que você se dê melhor em uma empresa independente.

Em termos de riscos, com os cenários político e econômico atuais, ouso dizer que, sem preparo, estudo mercadológico e muita segurança ao fazer o investimento, eles são os mesmos na franquia e no negócio independente. Obviamente, o franqueador estudou o mercado, testou a marca e os produtos, mas, ainda assim, ele não pode garantir sucesso, ainda mais se o franqueado não assumir com empenho sua parte na operação do negócio. Hoje, com a enorme concorrência, as margens achatadas e pouco dinheiro circulando, o bom desempenho conta muito – e o esforço leva quem tem uma franquia ou um negócio independente ao sucesso.