Mediação e economia: uma realidade

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Participar do “II Congresso Internacional de Mediação Empresarial GEMEP CBAr – Desafios atuais da mediação empresarial” foi uma experiência muito rica. Principalmente porque propôs aos participantes algo muito interessante: a análise econômica da Mediação nas disputas empresariais.  

A primeira delas – e talvez a mais básica – é que a solução de um conflito por meio da Mediação é um processo menos custoso do que um processo judicial ou arbitral. A segunda é que a solução pode ser obtida mais rapidamente, ou seja, há também economia de tempo.

No entanto, as vantagens da Mediação vão muito além. A solução do conflito é sempre fruto do consenso entre partes – e não decidida por um árbitro ou juiz. Não há vencedor e perdedor. Considera a satisfação das partes, resgata as premissas pré-contratuais e a reconstituição da relação. Este entendimento, com toda certeza, se reflete nos acertos financeiros necessários entre as partes.

Mais uma vez, convoco os empresários a repensar a maneira de solucionar seus conflitos. Não é difícil entender porque muitos preferem recorrer à Justiça. Quando se quebra a relação de confiança de uma relação comercial, é muito difícil dialogar, negociar. Mas é preciso repensar esta postura – ainda que a motivação seja o fator “economia”.

Na França e nos Estados Unidos, por exemplo, pesquisas mostram que 84% e 87% dos empresários, respectivamente, estão satisfeitos com este método de resolução de conflitos. E aqui pode acontecer da mesma maneira. Se precisar de mais uma forcinha para adotar a Mediação, vale se perguntar: “diante de um conflito, é melhor sair dele feliz ou com razão?”