Processo de seleção deve analisar comportamento do franqueado

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Thaís Kurita, sócia do escritório, fala sobre como o comportamento do franqueado deve ser analisado no processo de seleção. Acompanhe:

 

“Durante o processo de seleção de um franqueado, não basta apenas averiguar se ele cumpre com os requisitos financeiros, é capaz de trabalhar com equipes ou tem facilidade para seguir padrões, por exemplo. Existem questões mais sutis que podem mostrar se, apesar de preparado tecnicamente, este candidato é a pessoa certa para se tornar, efetivamente, um franqueado.

Muitos franqueadores relatam uma ‘transformação’ no comportamento de um determinado candidato após se tornar franqueado. Na verdade, ele não se transformou em nada diferente do que já foi apresentado no processo de seleção. Talvez foi o processo que deixou de avaliar questões comportamentais importantes, pois só se concentrou em aspectos mais objetivos. Mas, em se tratando de pessoas, a avaliação não pode deixar de considerar aspectos comportamentais de cada um.

As franqueadoras precisam incorporar, em seus processos de seleção, ferramentas de assessment que já são utilizadas em grandes corporações no momento em que contratam seus colaboradores. A ideia de utilizar tais ferramentas é saber se o perfil da pessoa é condizente com a missão e os propósitos da franqueadora; entender como o candidato ‘funciona’ e o que precisa para sentir-se realizado, entre outros aspectos. Com base nestes dados tão importantes, o franqueador pode avaliar, com segurança, se há sinergia entre ambas as partes.

As avaliações feitas a partir de ferramentas de RH não têm por objetivo rotular ou excluir, sumariamente, um determinado perfil. Pode ser que o franqueador entenda que, desenvolvendo algumas competências e habilidades, um candidato em potencial consiga se adequar ao negócio e tenha sucesso como franqueado em todos os sentidos.

É importante lembrar que franchising é gestão de pessoas e que o franqueador deve ser líder e mentor. É papel de um bom franqueador atuar em prol do desenvolvimento de seus franqueados. E, com toda certeza, é um investimento interessante e bem-vindo, uma vez que, em muitos casos, conflitos entre franqueadores e franqueados são fruto de problemas comportamentais ou relacionados à falta de transparência, ausência de diálogo ou, até mesmo, falta de alinhamento de propósitos e objetivos. É fundamental, também, que os consultores de campo das franqueadoras tenham esse conhecimento sobre os perfis dos candidatos, para que a consultoria seja mais assertiva e alinhada com a missão, visão e valores das marcas.”