Um novo olhar para o conflito

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Conflitos fazem parte das relações humanas. Sempre são vistos como algo negativo – mas não deveria ser assim. É preciso haver um esforço para mudar este olhar, e eu explico as razões.

Muitas vezes, um conflito é necessário para ‘sacudir’ a relação, fazer as partes repensarem suas ações e comportamentos. Se este momento de reflexão for acompanhado de tolerância, empatia e predisposição para entender o outro, pode ser o caminho para uma evolução em todos os sentidos.

Isto vale também para as relações de franquia. Em muitas redes, a insatisfação de um ou mais franqueados não são motivo para uma conversa franca com o franqueador, a fim de exigir eventuais mudanças ou simplesmente pedir ajuda ou esclarecimentos. Muitas vezes, os insatisfeitos preferem criar grupos no Whatsapp para tecer críticas à franqueadora e ao negócio. Esta medida, por si só, já gera um clima estranho na rede, alimenta uma energia desagregadora. E se a franqueadora não resolve a questão o quanto antes, o mal-estar avança rapidamente e pode culminar numa ação judicial.

Uma rede, como o próprio nome diz, envolve necessariamente o relacionamento de muitas pessoas dotadas de expectativas, valores, crenças, costumes e percepções totalmente diversas. Deveria ser do entendimento comum que é um ambiente que favorece o surgimento de conflitos. Mas esta ‘naturalidade’ não pode ser tratada com passividade. Quando o franqueador toma medidas preventivas, muitos conflitos são evitados. E o maior erro é trabalhar por reação, esperando a instauração ou explosão do conflito para tomar atitude.

Agora, se o conflito foi necessário para que as partes se mexessem, é preciso analisar se vale a pena manter a relação. Se a resposta for positiva, é preciso que as partes se empenhem bastante na busca pelas melhores soluções. E, claro, que possam aprender com a experiência!