O franchising nos Estados Unidos

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Recentemente, escrevi um artigo sobre o franchising na Itália. Desta vez, quero compartilhar algumas informações sobre a realidade do sistema nos Estados Unidos – um país que atrai muitos brasileiros por razões diversas.

De acordo com dados apresentados no Congresso da IFA, a International Franchise Association, atualmente, os setores mais aquecidos são Alimentação, Saúde e Beleza, Educação (escolas de artes); Digitais (programação de games e animação); Limpeza e Pet.

Por lá, especialistas detectaram quatro tendências que vêm impulsionando algumas redes. Uma delas é o “Culto ao bem-estar”, que traz força aos negócios ligados à alimentação saudável e funcional; academias (exercícios físicos) e serviços de beleza inovadores.

A busca por dados e informações é a segunda tendência apresentada pelos especialistas. Impulsiona negócios que lidam com geolocalização; definem mix de produtos ideais bem como o perfil do franqueado de excelência.

A terceira tendência é o aumento da presença de investidores institucionais em franqueadoras e de multifranqueados – que trazem um novo impacto nas redes em diferentes sentidos. No Brasil, também se percebe este movimento. Os multifranqueados, aliás, já são maioria no mercado e são vistos como uma ótima solução para as redes que desejam aumentar sua base.

A última tendência é o surgimento dos chamados megafranqueados, aqueles que possuem mais de 100 franquias. Os 200 maiores franqueados do país possuem, em média, 135 operações – nove a mais que em 2015. Em 2006, eles tinham 89 operações.

Em 2016, os 200 maiores franqueadores americanos faturaram US$ 616 bilhões, um incremento de 3,4% em relação ao ano anterior. Levando em conta o faturamento, as dez maiores redes atualmente são: Mc Donalds, 7Eleven, KFC, Burger King, Subway, Ace Hardware, Pizza Hut, Re/Max, Domino´s e Marriot.

As redes seguem de olho na expansão para outros países – mantendo o Brasil sempre no radar. São franqueadoras que dizem ter menos capital para entrar em outros países, portanto, buscam operadores qualificados e consultores locais. Pode ser um boa oportunidade para os brasileiros, sempre interessados no que os Estados Unidos têm a oferecer.