Um olhar para a juventude carente

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Um dos meus trabalhos voluntários é na instituição Obra do Berço, que atua na zona sul de São Paulo. A entidade oferece, por meio de trabalho social e socioeducativo, proteção social básica a crianças, adolescentes, jovens, adultos e famílias provenientes de comunidades de alta e altíssima privação social.

Atualmente, com os jovens, está em andamento o Programa Habilidades para a Vida. E a dinâmica que comandei, esta semana, intitulada “Quem sou eu?”, tem por objetivo incentivar o autoconhecimento.

Ficou evidente a carência desses jovens por bons exemplos e por atenção e ajuda para que descubram suas habilidades. Mais que isso: eles têm baixa autoestima e não conseguem se definir como pessoa. Não sabem quem são, muito menos que podem transformar suas vidas por meio do estudo, do trabalho e dos seus talentos – uma vez que todos os têm. Mais conscientes de si mesmos, eles poderão fazer boas escolhas em todos os sentidos.

Para mim, ficou claro como é importante dedicar um tempo a estes jovens, compartilhando conhecimento e experiência de vida. O futuro do nosso país não está nas mãos das crianças e jovens mais abastados e preparados, mas sim, de todas as crianças e jovens, que vivem, na maioria das vezes, em situações precárias. E se os mais capazes, privilegiados e experientes puderem ajudar essas novas gerações a se preparar para a vida, muitos problemas, que enfrentamos hoje em nosso país poderão diminuir e até desaparecer.  Vale a pena cada um de nós oferecer aquilo que tem de melhor dentro de si, humanizando as relações e acreditando no próximo.