Quando a Mediação transforma comportamentos

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Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o empresário Abílio Diniz, que tem fama de não fugir de uma boa briga, se disse orgulhoso por, atualmente, ser muito mais um pacificador do que um brigão. Esse, segundo ele, é seu novo estado de espírito. Diniz acaba de deixar o conselho da BRF, uma das maiores empresas brasileiras, e contou ao jornal que tudo correu de maneira tranquila, sem discussões. E eu, analisando, essa situação, estive pensando em como a Mediação pode ter influenciado esse novo comportamento do empresário...

Há alguns anos, o Grupo Pão de Açúcar, do qual Abílio Diniz era o então presidente, passou por uma disputa com o sócio francês, Casino. Houve um grande processo de Mediação envolvido e Diniz foi atuante no desenrolar dos fatos. A Mediação abre perspectivas do olhar de quem vive esse método de resolução de conflitos porque ajuda na mudança de postura diante do caos, do conflito, da situação-limite. A Mediação faz com que aprendamos a lidar com o outro, a ver a situação também sob a ótica do outro.

De maneira a preservar as pessoas e os relacionamentos, a Mediação ajuda os profissionais a evoluir também como pessoas. Eu creio que o processo vivido por Diniz na época do Pão de Açúcar/Casino o fez enfrentar com muito mais serenidade a situação vivida atualmente, na BRF. E, certamente, sendo um pacificador, o empresário só tem a ganhar – inclusive, em admiração. 

Veja a entrevista com o empresário em: http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,vou-arrumar-outros-brinquedinhos-afirma-abilio-diniz,70002287304