Por uma cultura de paz no franchising

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Franchising é, essencialmente, uma relação entre pessoas em torno de uma marca com o objetivo de obter lucro por meio da comercialização de produtos ou prestação de serviços. Como toda rede composta por pessoas, está sujeita a conflitos que, necessariamente, não devem ser entendidos como algo que traz somente consequências ruins.

Explico: muitas vezes, a partir de um conflito surgido numa franquia, ocorrem mudanças necessárias no relacionamento entre as pessoas; na condução da franqueadora ou da franquia; no direcionamento da marca ou mesmo podem nascer novos produtos, serviços e perspectivas. Nestes casos que citei, podemos afirmar que, a partir de um problema, um novo horizonte se abriu para a rede em questão. O conflito foi uma oportunidade de mudar para melhor.

Quando o conflito não é administrado devidamente, a consequência mais desastrosa é afetar a rede como um todo, desvalorizando a marca. Conflitos mal administrados podem comprometer seriamente a sobrevivência de uma rede. Quem perde? Todos, franqueador e franqueados,  clientes e fornecedores, incluindo até mesmo funcionários e outros que nem faziam parte do conflito. Consciência e responsabilização de todos para encontro das melhores decisões.  

Para o bem do franchising, tão importante para a economia nacional, é preciso que se construa a cultura de paz, por meio do diálogo e da maturidade. Isto envolve, primeiramente, transparência e comunicação permanentes nas relações. Depois, a administração dos conflitos por meio de um acompanhamento efetivo da rede, não focada em buscar culpados mas identificar a responsabilidade e consciência de cada um perante os fatos ocorridos. Não existe o maior culpado, mas sim o grande irresponsável.