Reflexões sobre o franchising

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A Associação Brasileira de Franchising divulgou, esta semana, o perfil das 50 maiores redes de franquias do Brasil em número de unidades, considerando, apenas, as marcas associadas à entidade. A maior rede do Brasil segue a mesma, é O Boticário, com 3724 unidades. Em seguida, aparecem as redes AM/PM (2493); McDonald’s (2289 unidades); Cacau Show (2232); Subway (2094) e Jet Oil (1772).

A avaliação revelou aspectos interessantes. Um deles, mostra que o franchising já responde, ainda que timidamente, aos anseios do consumidor atual – que deseja modelos de negócios que ofereçam agilidade com o auxílio da tecnologia, preços competitivos, praticidade, conforto e novas formas de consumo. Houve um crescimento, de modelos de negócios como quiosques, serviços a partir de casa e e-commerce, entre outros. 12% das 50 maiores redes já atuam em um destes modelos – em 2017 eram apenas 9%.

Vale reforçar que a tecnologia não pode mais ficar de fora de nenhum negócio. Aqui citei o uso na operação, mas tem também a questão do relacionamento com o franqueado – que “é digital”. O franchising não pode dar as costas a esta realidade: até que ponto os franqueadores conseguem satisfazer o franqueado digitalmente? E quando o olho no olho é necessário?

Sobre os setores, a avaliação confirma que, entre as maiores, há mais redes de alimentação, educação e saúde, beleza e bem-estar. Sobre este último setor, mais uma tendência: todo negócio que atuar na promoção na diminuição do estresse, promoção da saúde e da harmonia estética, tem chances de sucesso. Mostra que, apesar das dificuldades, as pessoas ainda têm vontade de viver melhor e estar bem consigo mesmas.