Segurança jurídica no franchising: algumas provocações

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Quando falamos em franchising, falamos em rede. E o que rede pressupõe? Compartilhamento, acolhimento, união. Um franqueado, antes de fazer parte de uma rede, assina um contrato – onde estão determinados os deveres e direitos dele e do franqueador. Se ambos têm um acordo, utilizam a mesma marca, fazem parte de uma mesma rede, por que muitos conflitos entre eles são resolvidos por litígios e não pelo diálogo?

Será que os franqueadores, ao formular seu contrato de franquia, procuram fazê-lo com esmero e transparência, oferecendo apenas o que podem entregar? Será que sua redação foi feita realmente por quem entende, a fim de evitar más interpretações em caso de discordâncias e insatisfações?

Voltando um pouco mais, antes de assinar o contrato de franquia ... Será que o franqueador conseguiu passar ao futuro franqueado quais são os valores e cultura do seu negócio? Melhor dizendo, será que o próprio franqueador sabe quais são?

Supondo que o franqueador saiba quais são os propósitos de seu negócio, será que o futuro franqueado tinha consciência disto antes de entrar para a rede? Ou entrou nela sem fazer as reflexões necessárias? Ou não houve um esforço da franqueadora em fazer com que ele entendesse este aspecto tão importante?

Vivemos um tempo de muitas mudanças no comportamento das pessoas. Há um culto à qualidade de vida, a fazer o que se gosta, a buscar a felicidade. Isto implica em desfazer-se do que deixou de ter sentido, promover as mudanças necessárias ... E é bom. Mas será que não é possível transformar a realidade e buscar um novo caminho, sem desrespeitar as pessoas,  os acordos firmados e a lei?

Entenderam, agora, por que este post foi chamado de “algumas provocações”?