Vem aí novos tempos paras as franqueadoras?

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O novo governo trouxe consigo a esperança da retomada da economia. E se realmente isto se concretizar, as franqueadoras poderão ‘respirar’. Nestes anos de recessão, alguns franqueadores enfrentaram muitas dificuldades  na condução do sistema de franquia, que culminaram  em conflitos com franqueados, gerando  insatisfação e inadimplências  e ainda,  o encolhimento de suas redes. Tempos difíceis.

Mas é preciso fazer um alerta: supondo que o cenário do país mude e as franquias ganhem mais força, é preciso pôr em prática algumas medidas, duramente aprendidas durante a crise. Os franqueadores terão de agir com mais critério, inteligência e serem mais assertivos.

Listei algumas delas:

- O processo de seleção precisa ser mais criterioso.  É hora de ingressar  na rede pessoas mais preparadas e capacitadas, que realmente tenham vontade e condições de fazer a marca  crescer. Que sejam capazes de atuar em consonância com a missão e os propósitos da franqueadora, fazendo com que a rede de franquia se desenvolva em todos os sentidos;

- Não dá mais para vender o que não se pode entregar. Será um tempo de maior transparência. Ignorar conflitos, empurrar problemas com a barriga são atitudes que não cabem mais num tempo que pede mais comprometimento, união  e profissionalismo para que todos se recuperem. Olho no olho, praticar a escuta, assumir erros e superar obstáculos são regras básicas para um bom relacionamento.

- Neste sentido, é bom frisar, que é fundamental que o franqueado se comporte como dono do seu negócio, que se expande através de uma rede de valor que integra interesses e necessidades,  com o objetivo precípuo de expandir e fortalecer a marca de propriedade do franqueador e usufruída pelo franqueado.  Será indispensável estar mais próximo dos franqueados, ouvi-los mais, convocá-los para reuniões e promover encontros para debates e novas ideias.  Não se esqueça de que a retomada da economia trará também o fortalecimento dos seus concorrentes, e por isso, a disputa pelo consumidor será ainda  mais acirrada e competitiva.

- Franqueadores terão de estabelecer parcerias que sejam boas para todos,  incluindo principalmente os franqueados. Eles, sim, precisarão, mais do que nunca, de parceiros que proporcionem ganhos e tragam benefícios reais.

No mais, só nos resta torcer para que as previsões de aquecimento na economia se confirmem. E seguir trabalhando, cada vez mais e melhor, para que o franchising brasileiro se fortaleça, gere empregos, e atraia, cada vez mais, investidores e consumidores.