NRA: robôs, delivery e drones por toda a parte – mas, sem perder a candura

Estive em Chicago, na semana passada, participando da NRA Show 2019, evento da National Restaurant Association, e fiquei impressionada com a quantidade de robôs, drones e automatização do setor de alimentação mundial: a tecnologia está em todo canto. Já estão sendo testados robôs que substituem pessoas na linha de produção de hambúrgueres, há automatização na recepção de balcões de fast food, os garçons serão substituídos, em breve, pelo pedido virtual, realizado em tablets, e até uma parte da produção, nas cozinhas, será realizada por máquinas.

Mas, o consumidor deseja perder o contato humano? Essa foi uma das principais questões levantadas nas palestras e workshops realizados paralelamente à feira. A resposta é: provavelmente, não. A ideia de não ter uma dúvida respondida ou um pedido não atendido causa insegurança ao cliente. A confiança vem do olho no olho. E há, ainda, a questão da opinião: máquinas não sabem qual molho combina mais com carne ou frango, não passaram pela mesma experiência de compra, não têm filhos da mesma idade, não compreendem com o olhar, não são solidárias ou, simplesmente, não sorriem num dia em que nada parece ir bem...

A automatização e a tecnologia, sem dúvida, são maravilhosas. Esses recursos facilitarão um dos maiores problemas da atualidade e do futuro, que é a mão de obra. Porém, o varejo ainda terá que solucionar o problema do afeto, da candura. E, creio eu, esse será o maior desafio dos próximos anos.

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